Segunda-feira, Novembro 24, 2003

" Se houver algum homem comum a quem a arte do amor seja desconhecida, que ele leia este poema e que, conhecendo-a através de sua leitura, ame.
É a arte com que a vela e o remo são manejados que permite às naus navegarem rapidamente, a arte que permite às carruagens correrem ligeiras: a arte deve governar o Amor..."
..." Ele é selvagem, na verdade, muitas vezes rebelde aos meus ensinamentos, mas é um criança, idade maleável que se deixa guiar..."
..." Mas o touro terminou por emprestar a sua nuca ao peso da carroça , e o cavalo rói o freio com os dentes, cheio de ardor.
Do mesmo modo, o Amor me obedece, ainda que atravesse meu coração com as suas flechas e que agite e branda suas tochas. Mas violentamento o Amor me transpasse, mais violentamente ele me abrase, melhor saberei me fingar das feridas que ele me fez..."

(Ovídio)

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