Segunda-feira, Junho 07, 2004


Segunda feira fria em sampa city!
e eu aqui estudando, e fazendo cd para mandar para alguns produtores, que conheci na festa de sexta feira.
Ontem eu assisti Adeus Lenin...
definitivamente é meu estilo de cinema.

Assim como Segredos e Mentiras, Marido da Cabelereira, Beco dos Milagres e tantos outros.



Estava lendo sobre a base deste filme encontrei uma crítica muito boa, porque por mais que se leia, ou se tenha cultura bastante para entender certos filmes, sempre é bom ler mais e mais e compor sua prórpia crítica.
antes de ver e depois de ver, li bastante coisas e não quero cair no mesmo bla bla bla, então só tenho uma coisa a dizer, o filme é um espelh real de um amor familiar, e valores fortes, que mesmo moldado em cima da mentira, mostra-se incólume e servil e mostra que a família esta e sempre estará, calcada no verdadeiro amor universal - mãe e filho!
não se trata de cordão umbilical e sim de amor puro e simples!
mostra uma época importante na Alemanhã que foi a queda do muro de Berlim e toda mudança pilitica que isso envolveu, aliás muito além disso...
leiam mais aqui...neste link muito interessante


Adeus, Lênin: a arqueologia do socialismo na RDA


Mais que tudo, o que Becker põe em questão é a possibilidade de sobrevivência de um mundo baseado na mentira. Da mentira, evoluímos para a ficção. E se constrói um mundo tão fictício como o era a Alemanha Oriental. "Alex utiliza algo que o Estado usava o tempo todo, porque o próprio Estado era baseado em mentiras", diz o diretor sobre o filme.

A Alemanha hoje é um único país integrado à União Européia, com a mais forte economia, não é mais uma nação dividida por um muro, ele foi derrubado, mas no seu lugar, outros muros maiores vão sendo erguidos pelo capitalismo, como os invisíveis que separam a riqueza dos países desenvolvidos da pobreza dos subdesenvolvidos, quanto os muros concretos que separam os israelenses que apóiam Ariel Sharon e sua política quase nazista de exclusão dos palestinos liderados por Yasser Arafat, ou a continental fronteira EUA/México, policiada 24 horas para conter a imigração ilegal dos latinos e pobres do mundo, como se estes fossem crianças bastardas procurando um lar que nunca encontraram na “América” do senhor da guerra Bush.

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